Tragédia em Minas Gerais deixa 22 mortos e 440 desabrigados após temporal devastador

Chuvas históricas na Zona da Mata deixam destruição em Juiz de Fora e Ubá e expõem falhas na infraestrutura

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Zona da Mata mineira vive um dos episódios mais dramáticos dos últimos anos após temporais intensos provocarem 22 mortes confirmadas e deixarem centenas de pessoas fora de casa. Os óbitos foram registrados nas cidades de Juiz de Fora e Ubá que enfrentaram volumes de chuva muito acima da média histórica.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 16 mortes ocorreram em a Juiz de Fora, cidade localizada na Zona da Mata, no sudeste de Minas Gerais, enquanto seis foram confirmadas em Ubá, também na mesma região do estado. O balanço foi divulgado pelas autoridades municipais nas primeiras horas da manhã. O número de vítimas pode sofrer atualização ao longo do dia, à medida que equipes avançam nas buscas.

Cenário de destruição e bairros atingidos

Em Juiz de Fora, os registros de mortes se concentraram em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Deslizamentos de terra, alagamentos repentinos e desabamentos de imóveis marcaram a madrugada.

A Defesa Civil estima que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas, dependendo de abrigos públicos e da solidariedade de moradores. Escolas e ginásios foram adaptados para receber famílias que perderam tudo.

Já em Ubá, o volume impressionante de 170 milímetros de chuva em aproximadamente três horas e meia provocou a maior inundação registrada na cidade nos últimos anos. Ruas inteiras ficaram submersas, pontes foram destruídas e imóveis desabaram.

Infraestrutura colapsada

Entre os pontos mais críticos em Ubá estão:

• Desabamento de três imóveis na Avenida Cristiano Roças

• Queda de uma residência na Rua da Harmonia

• Danos totais em três pontes: Major Siqueira, Rua dos Viajantes e Rua Nossa Senhora Aparecida

As equipes registraram ao menos 18 ocorrências formais envolvendo salvamentos e resgates. Uma pessoa chegou a ser considerada desaparecida durante as primeiras horas da operação.

Especialistas alertam que o grande volume de água em curto espaço de tempo pode estar ligado a fenômenos climáticos extremos, mas também ressaltam a importância de planejamento urbano, manutenção de encostas e fiscalização de ocupações em áreas de risco.

Estado de alerta e cobranças

Diante da tragédia, cresce a pressão por medidas estruturais permanentes. Além do socorro imediato às vítimas, autoridades locais discutem reforço no monitoramento meteorológico e revisão do mapeamento de áreas vulneráveis.

Moradores relatam que os alertas emitidos foram insuficientes para evitar perdas humanas. A tragédia reacende o debate sobre responsabilidade administrativa, investimento em drenagem urbana e prevenção de desastres naturais, temas que frequentemente ficam em segundo plano até que novas catástrofes ocorram.

Enquanto isso, bombeiros e voluntários seguem mobilizados na tentativa de localizar possíveis vítimas e prestar apoio às famílias atingidas.

A prefeitura deve divulgar novo balanço oficial no início da tarde.

Leia mais

Mulher desaparecida há 24 anos é encontrada viva nos EUA

ICE emite pedido de prisão preventiva contra membro da gangue Tren de Aragua

Argentina confirma novo surto de Gripe Aviária em aves comerciais

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*