Flávio afirma ter feito mais pela segurança pública em dois dias do que Lula no governo

Ao lado de Sergio Moro, presidenciável do PL defende penas mais duras e combate às facções

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou na noite desta sexta-feira (29), em Curitiba, do evento de lançamento da pré-candidatura do senador Sergio Moro (PL-PR) ao Governo do Paraná. A cerimônia também marcou as pré-candidaturas ao Senado do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR).

Durante o evento, Flávio Bolsonaro fez um discurso centrado em segurança pública, combate ao crime organizado e endurecimento das penas contra integrantes de facções criminosas. Em determinado momento, o presidenciável exibiu ao público um colete à prova de balas e afirmou que não teme ameaças de organizações criminosas.

A manifestação ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que repercutiu no cenário político brasileiro.

Ao discursar, Flávio comparou sua atuação e a de aliados à do governo federal.

“Em dois dias como pré-candidato à Presidência da República, nós já fizemos mais do que o Lula e o PT em 20 anos. A criminalidade tomou conta do Brasil, todos nós saímos nas ruas preocupados. Enquanto ele foi fazer lobby, lamber as botas do Trump e defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas”, afirmou.

O senador também defendeu o endurecimento das penas para lideranças criminosas, com condenações que possam chegar a até 80 anos de prisão.

“Nós sabemos das dificuldades para enfrentar esses narcoterroristas, mas com coragem, como também fez o Moro, podemos combater esse sistema que joga pesado e sujo para devolver a tranquilidade ao povo brasileiro”, declarou.

Defesa de penas mais severas

Durante sua fala, Flávio Bolsonaro criticou o que chamou de “soberania do crime” em regiões dominadas por facções criminosas e afirmou que o país precisa ampliar a estrutura prisional e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.

“Vamos enfrentar esses bandidos com a mão pesada da lei, construindo presídios para que eles fiquem presos por muito mais tempo. Essa eleição é sobre qual caminho o Brasil vai seguir, se é com um presidente que diz que traficante é vítima do usuário ou o caminho para punir bandido, reduzir a maioridade penal e tratar o CV e o PCC como terroristas”, disse.

Moro relembra ameaças do PCC

Ao lado de Flávio Bolsonaro, Sergio Moro relembrou medidas adotadas durante sua passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, uma das principais ações foi o isolamento de lideranças do PCC em presídios federais.

“Nós fizemos uma coisa que ninguém fez: o isolamento das lideranças do PCC, que estavam em São Paulo e cometeram atos terroristas em 2006. Ninguém tinha coragem de mexer com eles”, afirmou.

Moro também recordou que alertou Jair Bolsonaro sobre possíveis retaliações por parte da facção criminosa.

“Nos cercamos de todos os cuidados para não ter um ‘salve geral’. Infelizmente, meu nome entrou naquela lista e sofro com os planos dessa organização terrorista”, declarou.

Operação Sequaz

As declarações de Moro fazem referência às investigações da Operação Sequaz, conduzida pela Polícia Federal. Segundo as autoridades, integrantes do PCC teriam planejado ataques simultâneos contra diversas autoridades públicas, incluindo o senador paranaense.

De acordo com as investigações, criminosos monitoraram a rotina de Moro em Curitiba durante pelo menos uma semana antes da deflagração da operação. A Polícia Federal apontou que os ataques seriam realizados nos estados do Paraná e de São Paulo.

Apoio a Flávio Bolsonaro

Durante o evento, Sergio Moro também elogiou a atuação de Flávio Bolsonaro em relação à classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o senador paranaense, a medida pode ampliar instrumentos de combate financeiro às facções criminosas.

“O Flávio teve um ato de coragem ao agir contrariamente à posição do Lula, conseguindo convencer o governo norte-americano a colocar os nomes dessas organizações terroristas como alvo dos Estados Unidos. Isso vai facilitar o bloqueio de bens e dificultar a lavagem de dinheiro”, afirmou.

Moro acrescentou que o presidenciável pode enfrentar riscos por sua atuação contra as facções.

“Tenho certeza de que quando você agiu assim, você sabia que também corria o risco de entrar nessa lista de desafetos do crime”, concluiu.

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