Toffoli e Moraes passam a ser alvo de apuração na CPI do Crime Organizado

CPI amplia investigação e coloca ministros do STF no centro de nova frente de apuração sobre estruturas financeiras

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal avançou nas apurações ao aprovar, nesta quarta-feira (25), uma série de requerimentos que ampliam o alcance da investigação. O foco é examinar eventuais ligações entre organizações criminosas e mecanismos do sistema financeiro formal.

Entre as decisões tomadas pelo colegiado está o convite aos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Como foram chamados na condição de convidados, não há obrigação legal de comparecimento.

Também foram aprovados convites à advogada Viviane Barci de Moraes e ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A intenção é reunir esclarecimentos técnicos e institucionais que possam contribuir para o andamento das apurações.

Investigação mira estruturas financeiras

A CPI busca entender se empresas, fundos ou outras estruturas societárias teriam sido utilizadas para movimentar recursos de origem suspeita. Parte das diligências envolve operações relacionadas ao Banco Master, citado no contexto das investigações parlamentares.

Durante a sessão deliberativa, os senadores autorizaram ainda a quebra de sigilo de empresas e fundos mencionados nas apurações, incluindo a Maridt Participações S.A. e o fundo Reag Investimentos. Com isso, a comissão poderá acessar informações bancárias, fiscais e telemáticas, dentro dos limites previstos na legislação.

Segundo parlamentares, o objetivo é mapear o fluxo de recursos, identificar possíveis intermediários e verificar se houve falhas de controle ou brechas regulatórias que permitiram movimentações consideradas atípicas.

Próximos passos da comissão

A estratégia agora é analisar documentos, contratos, transferências financeiras e vínculos societários para reconstruir o caminho percorrido pelos recursos investigados. A CPI também pretende ouvir representantes de órgãos de fiscalização e outras autoridades civis e militares que possam contribuir tecnicamente com as investigações.

Nos próximos dias, deve ser definido o calendário de oitivas e a organização do material obtido com as quebras de sigilo. A depender das conclusões, o relatório final poderá apontar responsabilidades e sugerir encaminhamentos aos órgãos competentes.

O avanço da CPI sinaliza que o Senado pretende levar a investigação até as últimas consequências, inclusive quando envolve autoridades de alto escalão, reforçando o debate sobre transparência e responsabilidade no topo das instituições.

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