Doença permanece ativa em áreas silvestres do país e pode ser transmitida por pulgas e contato com animais infectados
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Embora seja frequentemente associada à Idade Média, a chamada “Peste Negra” nunca foi totalmente erradicada. A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis e continua presente em regiões específicas do oeste dos Estados Unidos, onde circula entre animais silvestres.
De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), casos humanos são raros, com média de poucos registros por ano. Ainda assim, autoridades de saúde mantêm vigilância constante, especialmente em estados como Arizona, Novo México e Colorado.
Como ocorre a transmissão?
A peste é considerada uma doença zoonótica, ou seja, transmitida de animais para humanos. A principal forma de contágio ocorre por meio de:
1. Picada de pulgas infectadas
Roedores silvestres — como esquilos, ratos-do-campo e marmotas — podem carregar a bactéria no sangue.
Pulgas que se alimentam desses animais tornam-se infectadas e, ao picarem humanos, transmitem a Yersinia pestis.
Essa é a forma mais comum de infecção e está associada à peste bubônica, caracterizada pelo inchaço doloroso dos gânglios linfáticos (os chamados “bubões”).
2. Contato direto com animais contaminados
Pessoas que manipulam animais doentes ou mortos — especialmente caçadores, veterinários ou moradores de áreas rurais — podem contrair a bactéria através de cortes na pele.
3. Transmissão respiratória (forma pneumônica)
Na versão mais grave da doença, chamada peste pneumônica, a bactéria atinge os pulmões.
Nesse caso, a transmissão pode ocorrer por gotículas respiratórias, quando uma pessoa infectada tosse ou espirra próximo a outra.
Essa forma é mais rara, porém mais agressiva, exigindo tratamento imediato.
A peste pode causar surtos?
Apesar do nome histórico e do impacto simbólico, especialistas reforçam que o risco de uma epidemia como a medieval é extremamente baixo. Hoje, a doença é tratável com antibióticos, especialmente quando diagnosticada precocemente.
A bactéria permanece ativa na natureza, em ciclos silvestres envolvendo roedores e pulgas, mas o monitoramento constante das autoridades de saúde reduz significativamente o risco para a população geral.
Sintomas iniciais
Os sintomas costumam aparecer entre dois e seis dias após a infecção e podem incluir:
- Febre alta súbita
- Calafrios
- Fraqueza intensa
- Dor de cabeça
- Inchaço doloroso dos gânglios (na forma bubônica)
- Tosse com dificuldade respiratória (na forma pneumônica)
Diante de sintomas após contato com animais silvestres ou picadas de pulga em áreas endêmicas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
LEIA TAMBÉM:
Mpox avança em 2026: Brasil chega a 90 casos nos dois primeiros meses do ano
Cruzeiro recebe o Corinthians no Mineirão em busca da primeira vitória no Brasileirão
Câmara aprova fim do voto para presos e envia recado duro contra o crime

Faça um comentário