Parlamentar defende envio imediato do Exército, Força Nacional e apoio logístico às áreas devastadas
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) exigiu, nesta quinta-feira (26), ação imediata do governo federal em apoio às vítimas das enchentes na Zona da Mata mineira. O parlamentar pediu diretamente ao presidente Lula o envio do Exército e da Força Nacional para atuar nas regiões mais afetadas.
Após visitar municípios como Ubá e Juiz de Fora, Nikolas classificou o cenário como “uma das maiores tragédias dos últimos 40 anos” na região. O Rio Ubá atingiu níveis históricos, provocando desmoronamentos, alagamentos generalizados, interrupção de vias, isolamento de comunidades inteiras e danos severos à infraestrutura urbana.
Cenário de destruição
Em Juiz de Fora, cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas e outras centenas desalojadas, segundo autoridades locais. Em Ubá, dezenas de famílias perderam suas casas e mais de uma centena precisou deixar suas residências.
As chuvas intensas, que vieram após semanas de precipitação acima da média, elevaram o risco de novos deslizamentos e levaram municípios a decretar situação de calamidade pública.
O nível dos rios segue sob monitoramento, diante da previsão de novas instabilidades climáticas nos próximos dias.
Diante da dimensão dos estragos, Nikolas defendeu uma mobilização federal ampla, com envio de tropas, maquinário pesado, tratores e equipes especializadas para limpeza de vias, retirada de escombros e apoio humanitário.
“Os municípios não têm estrutura para enfrentar sozinhos essa destruição. É preciso ação concreta e imediata da União”, afirmou o deputado.
Cobrança em meio a críticas sobre investimentos
A pressão do parlamentar ocorre em meio a questionamentos sobre a execução dos recursos federais destinados à prevenção de desastres naturais.
Levantamento do Instituto Teotônio Vilela aponta que, dos quase R$ 2 bilhões previstos para ações de prevenção e gestão de riscos em 2026, apenas cerca de R$ 11 milhões haviam sido pagos até 23 de fevereiro — o equivalente a 0,56% do total autorizado.
Na prática, mais de 99% do orçamento ainda não teria sido executado no período mais crítico das chuvas.
Além disso, o valor autorizado para o programa federal de Gestão de Riscos e de Desastres neste ano é de R$ 1,96 bilhão — uma redução real de 23,9% em relação ao ano anterior.
Os recursos financiam ações estruturais como drenagem urbana, contenção de encostas, planejamento de áreas de risco e medidas de adaptação às mudanças climáticas. O programa é coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Debate político se intensifica
Para aliados do deputado, os números reforçam a necessidade de revisão das prioridades orçamentárias do governo federal. Já integrantes da base governista argumentam que parte dos recursos depende de trâmites técnicos e apresentação de projetos por parte dos municípios.
Enquanto o debate político avança em Brasília, moradores da Zona da Mata seguem enfrentando perdas materiais, incerteza e dependência de ajuda emergencial.
A tragédia reacende uma discussão recorrente no país: a distância entre o orçamento previsto no papel e a efetiva execução dos recursos quando a população mais precisa.
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