Senador reage à rejeição de indicado ao STF, critica articulação do Planalto e fala em perda total de governabilidade
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um fato raro no Senado Federal virou combustível político em Brasília, a rejeição de um indicado ao Supremo Tribunal Federal desencadeou críticas diretas ao governo Lula e levantou questionamentos sobre sua articulação política.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com declarações duras após o resultado no Senado e colocou o episódio como um marco político.
“Essa aqui é a prova de que o governo Lula perdeu completamente a governabilidade”, afirmou.
Votação impõe derrota ao Planalto
O Senado rejeitou a indicação por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, em votação secreta. O indicado precisava de 41 votos para ser aprovado.
O resultado surpreendeu e foi interpretado como um sinal de desgaste na relação entre o governo e o Congresso.
Falas de Flávio Bolsonaro marcam reação
Flávio Bolsonaro concentrou suas críticas na condução do governo e na relação com a classe política.
“É um governo que não consegue dar esperança para a população, que não resolve os problemas da sociedade, que trata mal a classe política como um todo”, declarou.
O senador também projetou um cenário político futuro:
“A única certeza que tenho é que, a partir de 2027, Lula já não será mais presidente da República”.
Críticas ao STF e recado do Senado
Ao comentar o resultado, o parlamentar sugeriu que a votação também teve caráter de resposta institucional.
“Aproveitaram para dar um recado a uma pequena parcela do Supremo Tribunal Federal, que tem atuado, ao meu ver, de uma forma exagerada, fora da lei, desrespeitando a Constituição”, disse.
Alcolumbre entra no cenário
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também foi citado por Flávio Bolsonaro ao comentar os próximos passos.
Segundo o senador, há a possibilidade de que uma nova indicação ao STF não seja pautada imediatamente.
Clima de insatisfação no Senado
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que o resultado não foi fruto de articulação direta de sua parte.
“Pela primeira vez, vi algo acontecendo de forma espontânea”, afirmou.
“Não houve articulação da minha parte, não trabalhei pedindo votos contra”, completou.
Para ele, a rejeição reflete um descontentamento mais amplo entre os senadores.
“A derrota é consequência da incompetência do governo Lula”, concluiu.
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