Pacotes VIP para a final do Mundial nos Estados Unidos chegam a quase R$ 200 mil, enquanto parlamentares americanos questionam a política de preços e comercialização adotada pela entidade
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os altos preços dos ingressos da Copa do Mundo FIFA 2026 e afirmou que não pagaria os valores cobrados para assistir às partidas do torneio.
As declarações ocorreram em meio à pressão de parlamentares americanos sobre a FIFA por esclarecimentos sobre a política de venda das entradas.
“Eu também não pagaria isso, para ser honesto”; declarou o presidente Trump ao comentar o valor mínimo de cerca de US$ 1 mil (aproximadamente R$ 5,6 mil) para a estreia da seleção dos Estados Unidos na competição.
Os preços elevados têm gerado repercussão no país-sede do Mundial. Em alguns jogos da fase de grupos, os ingressos já ultrapassam US$ 2 mil (cerca de R$ 11,2 mil). Já os pacotes VIP para a final da Copa, marcada para 19 de julho de 2026 no MetLife Stadium, chegam a US$ 35 mil, aproximadamente R$ 198 mil.
O estádio, localizado na região de Nova York, receberá oito partidas do torneio, incluindo a decisão. Seleções como Seleção Brasileira de Futebol, França, Alemanha e Inglaterra têm jogos previstos no local durante a fase de grupos.
A discussão também chegou ao Congresso americano. Os parlamentares Nellie Pou e Frank Pallone Jr. enviaram uma carta aberta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, cobrando explicações sobre os valores praticados e possíveis práticas consideradas enganosas no sistema de vendas.
Segundo os deputados, a entidade estaria liberando ingressos em pequenas quantidades para criar uma sensação artificial de escassez e elevar os preços das entradas.
Em resposta, Infantino afirmou que a FIFA segue os padrões do mercado de entretenimento esportivo dos Estados Unidos.
“Precisamos olhar para o mercado. Estamos no país em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então precisamos aplicar os preços de mercado”, afirmou o dirigente.
Enquanto a FIFA mantém a política de preços baseada no mercado de entretenimento esportivo dos Estados Unidos, o debate sobre o acesso dos torcedores à Copa do Mundo FIFA 2026 segue ganhando força no país.
A expectativa é que a entidade responda aos questionamentos feitos por parlamentares americanos nas próximas semanas, em meio à crescente repercussão sobre os valores cobrados pelos ingressos do Mundial.
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