Deportações dos Estados Unidos para El Salvador aumentaram cerca de 98% nos primeiros três meses de 2026

Trump e o presidente de El Salvador, Bukele

Entre janeiro e março deste ano o governo americano mandou 5.033 salvadorenhos ao seu país de origem, quase o dobro dos 2.547 deportados no primeiro trimestre de 2025

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

As deportações feitas pelos Estados Unidos para El Salvador cresceram cerca de 98% nos primeiros três meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Entre janeiro e março, o governo americano mandou 5.033 salvadorenhos ao seu país de origem, quase o dobro dos 2.547 deportados no primeiro trimestre do ano passado. Os dados são da autoridade de imigração de El Salvador.

Essa elevação ocorre em um momento de forte sintonia entre o governo de Donald Trump e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O líder salvadorenho está disposto a ajudar Trump em seu objetivo de acelerar as deportações.

Para a Associação Agenda Migrante de El Salvador (AAMES), o aumento substancial das deportações de salvadorenhos “confirma um endurecimento do sistema de imigração dos EUA em relação à região”.

Maior aproximação

Bukele tem facilitado o processo porque busca uma maior aproximação com Trump, enquanto o governo americano angaria aliados em toda a América Latina no intuito de implementar sua agenda política. O presidente salvadorenho abraçou os esforços de Trump em seu combate à imigração ilegal, em contraposição a outros países, como o México, que têm aceitado discretamente os deportados.

O líder de El Salvador também tem aceitado indivíduos de outros países da região. Em março ele recebeu 228 venezuelanos acusados de serem membros da gangue Tren de Aragua. O grupo foi encarcerado em uma megaprisão construída para integrantes de gangues do país, no contexto da política linha dura de Bukele contra a criminalidade em El Salvador.

Recentemente o salvadorenho se juntou a uma coalizão de presidentes de direita alinhados a Trump. O grupo foi apelidado pelo presidente dos EUA de ‘Escudo das Américas’, porque busca reprimir a atuação de criminosos na região. Além de El Salvador, também integram a coligação a Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trindade e Tobago.

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