País enfrenta destruição após dois fortes abalos sísmicos; número de vítimas segue subindo e crise humanitária se agrava
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.595 nesta quinta-feira (2.jul.2026), segundo informações divulgadas pela presidente interina Delcy Rodríguez. De acordo com o balanço oficial, mais de 12.400 pessoas ficaram feridas e cerca de 855 continuam diretamente afetadas pelos impactos dos tremores.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em sequência no dia 24 de junho e provocaram destruição em larga escala em diferentes regiões do país, com colapso de edifícios, casas e estruturas públicas.
Cidades devastadas e milhares de desabrigados
As áreas mais atingidas registram cenas de forte destruição, com bairros inteiros reduzidos a escombros. Moradores relatam perda total de residências e dificuldades para localizar familiares desaparecidos.
Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e passaram a ocupar abrigos improvisados em ruas, praças e áreas abertas, devido ao risco de novos desabamentos.
A falta de energia elétrica, água potável e comunicação em diversas regiões agrava ainda mais a situação, dificultando o resgate e o atendimento às vítimas.
Número de mortes cresce em ritmo acelerado
O total de vítimas aumentou em 300 mortes em apenas 24 horas, em comparação ao balanço anterior, evidenciando a dificuldade de acesso das equipes de emergência a áreas isoladas e destruídas.
Autoridades admitem que o número ainda pode ser atualizado conforme o avanço das buscas sob os escombros.
Epicentros próximos a regiões urbanas intensificaram destruição
Os tremores tiveram epicentros no norte do país, atingindo áreas próximas a centros urbanos e cidades densamente povoadas.
A baixa profundidade dos abalos aumentou significativamente o impacto na superfície, contribuindo para o colapso de estruturas mais vulneráveis e ampliando a área de destruição.
Crise humanitária se agrava no país
Com o avanço da tragédia, a Venezuela enfrenta uma crise humanitária em expansão, com milhares de desabrigados e famílias inteiras sem acesso a itens básicos como alimentos, água e medicamentos.
Há também preocupação com o risco de surtos de doenças em regiões onde o saneamento básico foi comprometido pela destruição.
Equipes de resgate seguem atuando em condições difíceis, enfrentando estradas danificadas, instabilidade de estruturas e falta de recursos em algumas áreas.
Situação permanece instável
As operações de busca continuam em andamento em várias regiões afetadas. O cenário segue instável e o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias, conforme novas áreas forem alcançadas pelas equipes de resgate.
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