Empresário do setor de combustíveis é preso pela PF por ligação com o PCC

Investigado era foragido e é suspeito de integrar esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira (6), em Curitiba (PR), o empresário do setor de combustíveis Felipe Renan Jacobs, investigado no âmbito da Operação Tank, deflagrada para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro e ocultação de recursos provenientes do crime organizado.

Jacobs era considerado um dos foragidos da operação e foi localizado por policiais federais do Grupo de Capturas (GCAP) da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná. A prisão foi realizada em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça.

Investigação mira estrutura financeira ligada ao crime organizado

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Operação Tank identificou um sofisticado esquema de ocultação e lavagem de capitais supostamente vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a PF, empresas do setor de combustíveis teriam sido utilizadas como parte da estrutura empregada para movimentar, ocultar e dissimular valores de origem ilícita. A investigação busca identificar os responsáveis pela estrutura financeira e compreender a extensão das atividades atribuídas à organização criminosa.

A atuação por meio de empresas e movimentações financeiras teria permitido, segundo as apurações, dificultar o rastreamento da origem dos recursos e dar aparência de legalidade a valores provenientes de atividades criminosas.

Prisão ocorreu após trabalho de inteligência

A localização de Felipe Renan Jacobs foi resultado de ações de inteligência e diligências realizadas pela Polícia Federal. Mesmo após a deflagração da operação, as equipes continuaram trabalhando para localizar investigados que permaneciam foragidos.

A prisão reforça a continuidade das ações de cumprimento de mandados judiciais e de combate às estruturas financeiras utilizadas por organizações criminosas.

Para a Polícia Federal, o trabalho de captura não se encerra com a deflagração de uma operação. As equipes continuam realizando levantamentos, cruzamento de informações e diligências para localizar pessoas que permanecem em situação de fuga e garantir o cumprimento das decisões determinadas pela Justiça.

Investigado foi encaminhado ao sistema prisional

Após a prisão, foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. Em seguida, o empresário foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A investigação da Operação Tank segue sob responsabilidade das autoridades competentes. A apuração deverá avançar para esclarecer a participação dos investigados, a origem dos recursos movimentados e a eventual extensão da estrutura utilizada para a lavagem de dinheiro.

As suspeitas atribuídas aos investigados ainda dependem da conclusão das investigações e da análise judicial. A prisão não representa, por si só, condenação, cabendo à Justiça avaliar as provas reunidas no processo.

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