Nikolai Patrushev, assessor do Kremlin, afirmou que Moscou poderia utilizar todo o seu arsenal caso a Polônia entrasse em confronto militar direto com a Rússia
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A tensão entre Rússia e Polônia voltou a aumentar após uma declaração de Nikolai Patrushev, assessor do Kremlin e ex-chefe do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB). Em entrevista publicada na última terça-feira (15), Patrushev afirmou que o Estado polonês poderia deixar de existir em apenas dois ou três dias caso Varsóvia entrasse em um conflito militar direto com Moscou.
Segundo o representante russo, Moscou estaria preparada para utilizar “todo o arsenal” de forças e recursos disponíveis em uma eventual confrontação. A declaração foi uma resposta às afirmações do ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, que havia defendido que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) possuem vantagem militar sobre a Rússia.
Patrushev contestou essa avaliação e afirmou que a Polônia estaria subestimando as capacidades militares russas. A declaração ocorre em um momento de aumento das preocupações de segurança no leste europeu, especialmente após recentes incidentes envolvendo drones nas proximidades da fronteira entre Polônia e Ucrânia.
Tensão aumenta no leste europeu
A Polônia tem reforçado medidas de proteção em pontos estratégicos próximos à fronteira com a Ucrânia após incidentes envolvendo drones russos. Autoridades polonesas anunciaram a construção de estruturas de proteção e o fortalecimento da segurança em áreas de passagem fronteiriça.
Apesar das declarações de Patrushev, não há indicação de que a Polônia tenha entrado em guerra contra a Rússia. A ameaça foi apresentada no contexto de um eventual confronto militar direto entre os dois países.
As declarações também acontecem em meio à continuidade da guerra na Ucrânia e ao aumento das preocupações envolvendo a segurança dos países integrantes da Otan no flanco leste da Europa.
O cenário mantém a atenção das autoridades europeias diante do risco de uma eventual ampliação das tensões militares na região, enquanto Polônia e seus aliados reforçam medidas de defesa e monitoramento de suas fronteiras.
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