Corte italiana derrubou ordem de envio ao Brasil, e apoiadores conservadores celebraram a liberdade da ex-deputada
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A ex-deputada federal Carla Zambelli deixou a prisão em Roma nesta sexta-feira (22) após a Corte de Cassação da Itália, última instância da Justiça italiana, anular a decisão que autorizava sua extradição ao Brasil. A decisão foi comemorada por aliados conservadores, que consideram o caso um símbolo da perseguição política contra nomes da direita brasileira.
Zambelli estava presa desde julho de 2025 e comemorou a decisão em vídeo divulgado por sua defesa. Em tom emocionado, afirmou que a liberdade representa uma “vitória de Deus” e agradeceu aos advogados responsáveis pelo recurso que reverteu a autorização de extradição.
Segundo a defesa, o julgamento ocorreu em audiência fechada, com participação de seis magistrados da Corte italiana. Apesar da anulação da decisão anterior, o processo ainda não está totalmente encerrado. A palavra final sobre eventual extradição agora cabe ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que poderá autorizar ou rejeitar o envio da ex-deputada ao Brasil.
A decisão foi recebida com entusiasmo por parlamentares e apoiadores conservadores. Os deputados federais Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer celebraram publicamente a soltura da ex-deputada nas redes sociais.
Caso envolve disputa judicial e acusações contestadas
O pedido de extradição surgiu após as investigações sobre a invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça, ocorrida em 2023. A acusação atribuiu ao hacker Walter Delgatti Neto a inserção de documentos falsos no sistema, incluindo arquivos ligados ao ministro Alexandre de Moraes. A defesa de Carla Zambelli nega irregularidades e afirma que a ex-deputada é alvo de perseguição política.
Aliados da parlamentar também questionam decisões tomadas pelo Supremo nos últimos anos e consideram que houve excesso nas medidas adotadas contra figuras da direita brasileira. A recente decisão da Justiça italiana, que anulou a autorização de extradição, foi vista por apoiadores como uma derrota para setores que defendiam o retorno imediato da ex-deputada ao Brasil.
Defesa fala em “injustiça corrigida”
Após a decisão da Corte italiana, integrantes da defesa afirmaram que a Justiça reconheceu falhas na autorização anterior da extradição. Após deixar a prisão, Zambelli declarou que pretende continuar sua “vida de missão” política e religiosa.
A ex-deputada afirmou que passou meses vivendo um período difícil na prisão e atribuiu sua libertação à fé e ao trabalho dos advogados italianos. Nos bastidores políticos, aliados da direita interpretam a decisão como uma derrota para setores que defendiam a extradição imediata da parlamentar.
Mesmo livre, Carla Zambelli continuará acompanhando os desdobramentos do processo na Itália, enquanto o governo italiano avalia se mantém ou não a cooperação com o pedido apresentado pelas autoridades brasileiras.
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