Guarda Revolucionária afirma que país ainda não utilizou todo seu poder militar e promete resposta “devastadora” caso ocorram novos ataques. Declarações aumentam tensão internacional e elevam temor de escalada global no conflito
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A tensão no Oriente Médio voltou a crescer nesta quarta-feira (20) após a Guarda Revolucionária do Irã declarar que poderá ampliar o conflito para além da região caso o país volte a ser alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel. Em comunicado divulgado pela agência oficial Sepah News, o grupo militar afirmou que uma nova ofensiva provocaria uma reação ainda mais intensa e com impactos internacionais.
Segundo o comunicado, o Irã considera que ainda não utilizou toda a sua capacidade militar durante os confrontos recentes. A Guarda Revolucionária afirmou que, mesmo diante das ações conjuntas de Israel e dos EUA, o país mantém força suficiente para responder de maneira mais agressiva caso seja atacado novamente.
O posicionamento ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a pressionar Teerã por um acordo definitivo para encerrar a guerra. Trump declarou que o Irã teria poucos dias para avançar nas negociações, sugerindo que novas medidas militares poderiam ser adotadas caso não haja entendimento diplomático.
Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que um possível retorno ao conflito “traria muitas surpresas”, sinalizando que o governo prepara respostas estratégicas caso a situação volte a se intensificar. O discurso reforça o clima de instabilidade internacional e aumenta a preocupação de países aliados sobre a possibilidade de uma guerra em escala mais ampla.
Os confrontos começaram após ataques coordenados realizados por Israel e Estados Unidos em território iraniano no fim de fevereiro. As operações atingiram instalações militares, estruturas estratégicas e autoridades do governo iraniano, provocando uma forte reação de Teerã em diferentes pontos do Oriente Médio.
Além da escalada militar tradicional, especialistas também alertam para o avanço de ataques cibernéticos ligados ao conflito. Relatórios internacionais apontam que tanto o Irã quanto aliados dos EUA e Israel têm utilizado operações digitais para atingir sistemas estratégicos, infraestrutura e redes de comunicação.
A nova ameaça iraniana reacende o temor de impactos globais, especialmente em áreas como segurança internacional, petróleo e comércio marítimo. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, segue sendo monitorado por governos e mercados devido ao risco de interrupções provocadas pelo conflito.
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