Empresária Roberta Luchsinger prestou depoimento no âmbito da Operação Sem Desconto e afirmou que ligação entre Fábio Luís Lula da Silva e Antônio Camilo Antunes ocorreu em contexto social; investigação apura suspeita de fraudes bilionárias no INSS
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
A empresária Roberta Luchsinger afirmou em depoimento à Polícia Federal, nesta quarta-feira (20), que apresentou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ao lobista Antônio Camilo Antunes, apontado nas investigações como o “Careca do INSS”. Segundo ela, o encontro ocorreu em um “contexto social”. O depoimento foi prestado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com informações apuradas pela investigação, Roberta também relatou aos investigadores que, após a deflagração da operação policial, em abril do ano passado, temeu que a aproximação entre os dois pudesse ser “explorada politicamente”.
A empresária ainda declarou à PF que Lulinha e Antônio Camilo Antunes viajaram juntos para Portugal em uma “viagem de prospecção e sondagem de negócios”. A informação passou a integrar os elementos analisados pelos investigadores na apuração sobre possíveis relações comerciais e financeiras entre os envolvidos.
A Operação Sem Desconto investiga suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários do INSS, envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Antônio Camilo Antunes é apontado pela investigação como um dos personagens centrais do caso.
Segundo informações da apuração, a Polícia Federal suspeita que Roberta Luchsinger possa ter intermediado pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil feitos por Antônio Camilo Antunes a Fábio Luís Lula da Silva. Até o momento, não há denúncia formal apresentada pela Justiça contra Lulinha relacionada ao caso.
Em nota anterior enviada à imprensa, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Até esta quarta-feira (20), a Polícia Federal ainda não havia marcado depoimento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A investigação segue em andamento sob sigilo parcial, e os fatos ainda estão sendo analisados pelas autoridades competentes.
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