Operação revela organização criminosa que utilizava registros fictícios para obter pagamentos ilegais e desviar recursos públicos
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20) a operação Persona Nula, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso especializado em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que a organização utilizava identidades falsas para obter ilegalmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos em situação de vulnerabilidade social.
A ação mobilizou equipes da PF para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Belém, Ananindeua e Barcarena, no Pará. Durante as diligências, agentes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão analisados pela perícia técnica.
Segundo as investigações, o esquema funcionava de forma estruturada e sofisticada. O grupo criminoso criava inicialmente certidões de nascimento ideologicamente falsas, registradas em nomes de pessoas inexistentes. A partir desses documentos fraudulentos, eram emitidos CPFs, carteiras de identidade e demais registros oficiais aparentemente legítimos.
Com toda a documentação em mãos, os criminosos conseguiam solicitar benefícios assistenciais junto ao INSS, principalmente o BPC, passando a receber valores mensais de forma irregular.
Até o momento, a Polícia Federal identificou 22 benefícios fraudulentos ativos, mas a suspeita é de que o número real possa ser ainda maior. Os investigadores agora trabalham para calcular o tamanho total do prejuízo causado aos cofres públicos.
A operação também busca identificar possíveis facilitadores do esquema, incluindo pessoas responsáveis pela emissão irregular de documentos públicos e eventuais intermediários que ajudavam nas fraudes.
Nos bastidores da investigação, fontes ligadas à apuração afirmam que o caso reforça a necessidade de maior rigor na fiscalização de benefícios sociais e no cruzamento de dados cadastrais do governo federal. Integrantes da área de segurança avaliam que organizações criminosas vêm explorando falhas burocráticas para desviar recursos destinados à população realmente necessitada.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação nos próximos dias. Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
A ofensiva ocorre em meio ao aumento das operações contra fraudes em programas sociais e previdenciários, consideradas prioridade pelas autoridades federais diante do impacto bilionário causado aos cofres públicos todos os anos.
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