Medidas adotadas por Washington levam hotéis, mineradoras e instituições financeiras a reduzirem ou encerrarem operações na ilha, ampliando os desafios econômicos enfrentados pelo país
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A política de sanções dos Estados Unidos contra Cuba tem provocado uma crescente retirada de empresas estrangeiras que mantinham negócios na ilha. Companhias dos setores de turismo, mineração e serviços financeiros estão encerrando ou reduzindo suas atividades diante das restrições impostas por Washington.
As medidas fazem parte de uma estratégia voltada a empresas que possuem relações comerciais com o Grupo de Administração Empresarial (Gaesa), conglomerado ligado às Forças Armadas cubanas e responsável por uma parcela significativa da economia do país. O governo norte-americano estabeleceu prazos para que companhias estrangeiras interrompam esses vínculos, sob risco de sofrerem sanções.
Nos últimos dias, redes internacionais de hotéis anunciaram mudanças em suas operações em Cuba. Algumas optaram por encerrar contratos ligados ao grupo empresarial cubano, enquanto outras avaliam reduzir sua presença no mercado local. Empresas do setor de mineração e transporte marítimo também passaram a rever investimentos e atividades na ilha.
Além do impacto sobre o turismo e a mineração, o sistema financeiro cubano enfrenta novos obstáculos. A interrupção de serviços relacionados a pagamentos internacionais deve dificultar transações realizadas por turistas, empresas e cidadãos que dependem de operações com o exterior.
Especialistas avaliam que a saída dessas empresas pode ampliar as dificuldades econômicas enfrentadas por Cuba, que já convive com desafios relacionados ao crescimento, ao abastecimento e à atração de investimentos internacionais.
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