Presidente dos EUA exige redução nos preços e ações para aliviar a alta dos combustíveis
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a cobrar nesta segunda-feira (3) uma redução nos preços dos combustíveis e criticou as grandes empresas petrolíferas que, segundo ele, estariam lucrando acima do esperado diante da crise internacional provocada pela guerra no Irã.
Trump afirmou que as companhias deveriam devolver parte desses ganhos aos consumidores, reduzindo os valores cobrados nos postos de combustíveis. Para o presidente americano, o momento exige que as empresas contribuam para aliviar o impacto da alta do petróleo sobre a população.
“Eles têm que devolver parte disso ao público”, declarou Trump, ao defender uma queda nos preços da gasolina em meio ao aumento da preocupação dos americanos com o custo de vida.
A pressão ocorre após a valorização do petróleo causada pela instabilidade no Oriente Médio, especialmente pelos impactos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O bloqueio da passagem elevou as preocupações sobre a oferta global de energia e contribuiu para o aumento dos combustíveis.
Lucros bilionários das petroleiras entram na mira do governo
Empresas como ExxonMobil e Chevron registraram resultados bilionários impulsionados pelo cenário de alta nos preços internacionais do petróleo. Os números chamaram a atenção do governo americano, que passou a defender que parte desses lucros seja revertida em benefício dos consumidores.
A alta da gasolina também se tornou um tema político importante nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições legislativas de meio de mandato. A administração Trump busca apresentar medidas para conter os impactos econômicos e proteger o poder de compra dos americanos.
Trump afirma que Estreito de Ormuz pode ser reaberto
Além da cobrança sobre as petroleiras, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz poderá ser reaberto em breve, indicando que as negociações com o Irã podem avançar rapidamente.
O presidente americano declarou que Teerã estaria diante de uma “última chance” para firmar um acordo considerado positivo pelos Estados Unidos e afirmou que detalhes sobre possíveis conversas diretas poderiam ser divulgados nos próximos dias.
A rota marítima, responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás, se tornou um dos principais pontos de tensão durante o conflito. O fechamento da passagem aumentou os riscos para o mercado energético internacional.
Enquanto isso, autoridades iranianas afirmaram que negociações envolvendo uma nova rota de trânsito em Ormuz estavam em andamento, mas ressaltaram que qualquer acordo deveria respeitar a soberania do país e seus interesses nacionais.
Trump mantém a estratégia de pressionar adversários internacionais e, ao mesmo tempo, buscar medidas internas para reduzir impactos econômicos sobre os americanos, colocando a questão energética como uma das prioridades de seu governo.
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