ICE de Chicago deporta ex-combatente liberiano acusado de participação em assassinatos e torturas

A agência federal informou que os crimes teriam ocorrido durante as guerras civis da Libéria, entre os anos de 1989 e 2003

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) comunicou nesta sexta-feira (18) que deportou em agosto, através da unidade de Chicago, Amos Sheik Massaquoi, um ex-combatente liberiano acusado de participação em execuções extrajudiciais, atos de tortura, prisões e detenções arbitrárias, trabalho forçado e recrutamento de crianças-soldado. Todos os crimes teriam ocorrido durante as guerras civis da Libéria, entre os anos de 1989 e 2003.

De acordo com o ICE, acredita-se que o homem de 55 anos tenha servido como chefe da guarda pessoal do major-general Daniel Chea, ex-líder da Frente Patriótica Nacional da Libéria, liderada por Charles Taylor. Ele recebeu treinamento militar especializado em uma academia militar na China, em 2004.

Após a deportação de Massaquoi, o diretor do escritório de campo do ICE em Chicago, Frank Padula, afirmou que violadores de direitos humanos não podem se esconder nos Estados Unidos. “O ICE perseguirá, prenderá e deportará qualquer indivíduo que tenha cometido atrocidades no exterior e garantirá que nossas comunidades não sejam usadas como santuário para escapar da responsabilização”, avisou.

O liberiano entrou legalmente nos EUA em agosto de 2006, portando uma autorização para ficar no país até 6 de novembro do mesmo ano. Ele descumpriu a determinação e permaneceu de forma ilegal em território norte-americano. No dia 23 de agosto de 2019, foi preso por agentes do ICE de Maryland, mas acabou libertado depois de obter fiança em 7 de outubro de 2019.

Cinco anos depois, em 1° de abril de 2025, o ICE de Baltiimore prendeu Massaquoi por descumprimento dos termos de sua libertação. No mesmo ano, no dia 14 de maio, um juiz de imigração do Departamento de Justiça (DoJ) determinou sua deportação.

A prisão e deportação do liberiano estão em consonância com o mandato concedido pelo povo americano ao presidente Trump, que prometeu prender e remover imigrantes ilegais das comunidades americanas, tornando o país seguro novamente.

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