Estudo da Cetesb aponta queda na quantidade de matéria orgânica transportada pelo rio e destaca avanços em ações de saneamento e recuperação ambiental
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Um estudo divulgado nesta quinta-feira (17) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) apontou uma redução de 26,7% na poluição do rio Tietê no trecho que atravessa a Grande São Paulo. A quantidade média de matéria orgânica transportada pelo rio caiu de 210 toneladas por dia, em 2025, para 154 toneladas em 2026.
As medições são realizadas na barragem da Pequena Central Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba. O ponto é considerado estratégico para acompanhar a quantidade de poluentes transportados pelo Tietê depois que o rio atravessa a região mais urbanizada da capital paulista.
Segundo o levantamento, a redução está relacionada a ações de saneamento, planejamento e recuperação das bacias hidrográficas. Entre as iniciativas está o programa Integra Tietê, que, desde 2023, já retirou mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios Tietê e Pinheiros.
Outra frente de trabalho envolve a retirada de lixo flutuante. No rio Pinheiros, foram removidas aproximadamente 147 mil toneladas de resíduos desde 2023, incluindo plásticos, móveis e outros materiais descartados nos cursos d’água.
Apesar da melhora registrada, especialistas alertam que o rio ainda apresenta uma carga elevada de poluição. Além do esgoto doméstico, novos desafios ambientais incluem a presença de microplásticos, resíduos farmacológicos e impactos relacionados às mudanças climáticas.
O resultado representa um avanço nos indicadores de qualidade ambiental do Tietê, mas também reforça a necessidade de continuidade das ações de saneamento e recuperação. A expectativa é que os investimentos e medidas adotados ao longo dos próximos anos contribuam para melhorar progressivamente as condições do rio e dos ecossistemas que dependem dele.
A redução da poluição representa um avanço importante na recuperação ambiental do rio Tietê, mas o cenário ainda exige atenção e continuidade nas ações de saneamento e preservação. Os números mostram que mudanças são possíveis quando diferentes medidas são mantidas ao longo do tempo.
A expectativa é que os próximos anos tragam novos avanços na qualidade da água e na recuperação de um dos rios mais importantes de São Paulo.
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