A Polícia Federal está conduzindo uma investigação forense no barco descoberto à deriva no Pará.
Imagem: Divulgação/PF
Polícia Federal investiga as circunstâncias da morte de ao menos 25 pessoas encontradas em embarcação sem motores na costa do Pará.
Por Carla Pereira|GNEWSUSA
A Polícia Federal está investigando as circunstâncias da morte de pelo menos 25 pessoas encontradas em uma embarcação sem motores na costa do Pará. A descoberta perturbadora ocorreu na última terça-feira, 16 de abril, quando pescadores encontraram o barco à deriva na Baía do Maiaú, próximo à Ilha de Canelas, em Bragança, nordeste do Estado. Os corpos estavam em estado avançado de decomposição, levantando suspeitas de morte por fome ou sede durante a travessia no Oceano Atlântico.
O superintendente da PF no Pará, José Roberto Peres, afirmou que o barco está sendo periciado para identificar a quantidade de passageiros, seus locais de origem e a causa da morte dos ocupantes. Documentos encontrados na embarcação indicam que ela partiu da costa da Mauritânia após 17 de janeiro, percorrendo um trajeto estimado em 4,8 mil quilômetros em direção ao Brasil. A análise da estrutura da embarcação revelou sua precariedade, com ausência de motores, leme ou sistemas propulsores.

A busca e resgate do barco durou aproximadamente 16 horas e foi encerrada por volta das 23h30 de domingo, quando o barco foi levado ao porto de Vila do Castelo, em Bragança. Não foram encontrados danos no casco, sugerindo que a embarcação não tenha afundado. Os corpos estavam nus e foram encontrados no porão do barco, segundo relatos dos pescadores.

O Ministério Público Federal no Pará também iniciou uma investigação para determinar se houve algum crime e responsabilizar os envolvidos judicialmente, se necessário. O mistério em torno deste trágico incidente continua a intrigar as autoridades, que estão empenhadas em esclarecer as circunstâncias que levaram à morte dessas pessoas e em identificar os ocupantes do barco à deriva. Equipes do Instituto Médico Legal e instituições de criminalística estão colaborando na tentativa de fornecer respostas às famílias das vítimas e trazer luz a esse sombrio episódio marítimo.
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