Ex-deputado destaca atuação de Flávio Bolsonaro em reuniões com autoridades norte-americanas
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que novas medidas dos Estados Unidos em relação ao Brasil podem ocorrer após o governo do presidente Donald Trump anunciar a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).
A declaração foi dada após a confirmação do Departamento de Estado norte-americano de que as duas maiores facções criminosas brasileiras passarão a integrar oficialmente a lista a partir de 5 de junho. A medida amplia mecanismos de cooperação internacional e permite a adoção de sanções financeiras, restrições migratórias e investigações mais amplas contra integrantes e colaboradores dos grupos.
Segundo Eduardo Bolsonaro, a decisão foi defendida por ele e pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante reuniões realizadas recentemente em Washington com autoridades do governo norte-americano.
“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio, que foi determinado a defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA”, afirmou.
Reuniões em Washington
De acordo com Eduardo Bolsonaro, a classificação das facções como organizações terroristas foi tema de encontros realizados nos Estados Unidos com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
A agenda ocorreu durante uma série de reuniões voltadas a temas relacionados à segurança pública, combate ao crime organizado e cooperação internacional.
Na terça-feira (26), Flávio Bolsonaro teria solicitado diretamente ao presidente norte-americano que o PCC e o Comando Vermelho fossem enquadrados como organizações terroristas. No dia seguinte, o senador também participou de reuniões com Marco Rubio e J.D. Vance.
Governo Trump endurece medidas contra facções brasileiras
Ao anunciar a decisão, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou PCC e CV como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.
Segundo o comunicado oficial, as facções comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ações violentas contra policiais, autoridades públicas e civis. O governo norte-americano também destacou que a atuação dos grupos ultrapassa as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da América Latina e até mesmo os Estados Unidos.
A inclusão na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras coloca as facções sob um regime mais rigoroso de monitoramento internacional, permitindo o bloqueio de ativos financeiros, ampliação do intercâmbio de informações de inteligência e maior cooperação entre órgãos de segurança.
Impactos da classificação
Especialistas em segurança pública avaliam que a decisão pode ampliar a pressão internacional sobre as estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado para movimentação de recursos e lavagem de dinheiro.
A classificação também abre caminho para novas ações coordenadas entre autoridades norte-americanas e órgãos de investigação de outros países, com foco no rastreamento de operações financeiras ligadas às organizações criminosas.
Nos Estados Unidos, o enquadramento de grupos como organizações terroristas estrangeiras é considerado uma das medidas mais severas disponíveis na legislação de segurança nacional e combate ao crime transnacional.
Repercussão política
O anúncio gerou repercussão no cenário político brasileiro e passou a ser utilizado por diferentes lideranças em debates sobre segurança pública e combate ao crime organizado.
Aliados de Flávio Bolsonaro destacaram a participação do senador nas reuniões realizadas em Washington e apontaram a decisão como um avanço no enfrentamento das facções criminosas.
A medida entra oficialmente em vigor no próximo dia 5 de junho e deverá ampliar os instrumentos de cooperação internacional voltados ao combate das organizações criminosas que atuam dentro e fora do Brasil.
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