Itália anuncia retorno de Mancini e confirma Ranieri na direção das seleções após crise na federação

FIGC oficializa nova estrutura da Azzurra, encerra especulações sobre Conte e Chiellini e explica veto a Andrea Pirlo e as saídas de Maldini e Leonardo
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou nesta terça-feira (28), uma nova estrutura para a seleção nacional. Claudio Ranieri será o novo diretor de seleções, enquanto Roberto Mancini retorna ao cargo de treinador da equipe principal.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Giovanni Malagò, que confirmou uma entrevista coletiva com os dois para esta quarta-feira (29).

Segundo Malagò, a escolha de Mancini foi acompanhada da necessidade de encontrar um dirigente de confiança para coordenar o projeto esportivo ao lado do treinador. O presidente revelou que Ranieri aceitou o convite pouco antes do anúncio oficial.

“Entendi que Roberto Mancini era a melhor opção para comandar a seleção, mas precisava de alguém com quem pudesse dividir essa decisão. Claudio Ranieri aceitou o cargo de diretor técnico há poucos minutos”, afirmou o dirigente.

A apresentação oficial da nova comissão técnica está marcada para esta quarta-feira (29), às 18h no horário local (13h de Brasília).

Critérios para as escolhas

Nos últimos dias, a imprensa italiana especulava que Antonio Conte poderia assumir a seleção, enquanto o ex-zagueiro Giorgio Chiellini era apontado como favorito para a direção esportiva. Malagò explicou que optou por Mancini após avaliar diferentes alternativas.

Sobre Chiellini, o presidente da FIGC afirmou que descartou qualquer possibilidade de contratação por entender que profissionais vinculados a clubes da Série A não deveriam integrar a estrutura da seleção.

“Por respeito aos clubes que me apoiaram durante esse processo, decidi não contratar pessoas que atualmente trabalham em equipes da primeira divisão. Por isso, Chiellini nunca foi uma opção”, explicou.

Experiência para reconstruir a seleção

Aos 61 anos, Roberto Mancini reassume a seleção italiana três anos após deixar o cargo. Em sua primeira passagem, entre 2018 e 2023, conquistou a Eurocopa de 2021 e comandou a equipe em um período de renovação.

Já Claudio Ranieri, de 74 anos, retorna ao futebol de seleções após encerrar sua carreira como treinador de clubes. Seu último trabalho foi na Roma, na temporada passada. Em 2025, ele chegou a recusar um convite para assumir a própria seleção italiana, mas agora aceitou integrar o projeto como diretor de seleções.

Malagò também informou que pretende anunciar até o fim da semana um terceiro nome para coordenar as categorias de base da Itália. O profissional será responsável por supervisionar a integração entre as seleções de formação, função anteriormente exercida por Gigi Riva e, posteriormente, por Gigi Buffon.

Crise nos bastidores

A reformulação ocorre após uma turbulência na estrutura da FIGC. Na última segunda-feira (27), Paolo Maldini e Leonardo deixaram seus cargos apenas 16 dias depois de assumirem a direção do futebol das seleções italianas.

Os dois dirigentes defendiam a contratação de Andrea Pirlo para o comando técnico da seleção. No entanto, a negociação foi interrompida depois que Malagò tomou conhecimento de que o ex-meio-campista mantinha vínculo comercial com a casa de apostas russa Fonbet.

O presidente da federação afirmou que a decisão de vetar Pirlo foi motivada exclusivamente por questões de conveniência institucional e negou qualquer desentendimento com Maldini e Leonardo.

“Havia consenso em torno do nome de Pirlo, mas, ao descobrir sua parceria comercial com a Fonbet, entendi que a contratação não seria apropriada. Não houve conflito com Maldini e Leonardo. Eles sempre agiram com transparência e respeito durante todo o processo”, declarou.

Malagò ainda agradeceu o trabalho da dupla durante o curto período em que esteve à frente da direção esportiva e ressaltou que as conversas ocorreram de forma cordial até a definição da nova estrutura da seleção italiana.

Leia também:

COI arquiva denúncia contra Infantino e descarta investigação sobre suposta influência de Trump na Copa

Dia Mundial da Hepatite alerta para uma doença que avança em silêncio

María Corina e Edmundo González rejeitam diálogo com o chavismo e cobram eleições livres na Venezuela

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*