Homem volta a ser denunciado por golpe com falsa promessa de financiamento de imóveis nos Estados Unidos

Reportagem exclusiva do repórter investigativo Thathyanno Desa revela nova denúncia registrada em Hudson, New Hampshire; suspeito teria solicitado documentos pessoais, dados bancários e prometido financiamento facilitado fora dos padrões do mercado americano
Por Redação | GNEWSUSA 

Novas denúncias recebidas pelo repórter investigativo Thathyanno Desa apontam que um homem identificado como DAMEÃO OLIVEIRA DE SOUZA estaria utilizando uma nova estratégia para tentar aplicar golpes contra brasileiros residentes nos Estados Unidos. O caso mais recente ocorreu na cidade de Hudson, no estado de New Hampshire, onde uma brasileira relata ter sido alvo de uma suposta fraude envolvendo a promessa de financiamento imobiliário com condições consideradas incompatíveis com as exigências do sistema financeiro americano.

Durante as conversas, ele teria utilizado o telefone , 978-785-8158 | +5599992207150, número informado pela denunciante, e apresentado propostas consideradas incompatíveis com os procedimentos tradicionais de financiamento imobiliário nos Estados Unidos.

Durante a conversa, ele informou que poderia disponibilizar inicialmente valores entre US$ 400 mil e US$ 500 mil para aquisição de imóveis. No dia seguinte, porém, passou a mencionar valores ainda mais elevados, sem apresentar qualquer documentação oficial que comprovasse a existência da suposta linha de crédito.

Ao longo das conversas, Dameão enviou fotografias de imóveis, realizou diversas ligações telefônicas e encaminhou mensagens de áudio tentando transmitir credibilidade ao negócio. Entretanto, a vítima afirma que percebeu diversas contradições nas informações apresentadas e decidiu manter o contato apenas para compreender como funcionava a suposta abordagem.

“Ele demonstrava pouco conhecimento sobre o próprio processo que dizia oferecer. Em alguns momentos se contradizia e parecia improvisar as respostas”, relatou.

Interesse incomum nas contas bancárias

Um dos pontos que mais chamou a atenção da denunciante foi o interesse demonstrado pelo suspeito em relação à conta bancária da vítima.

Segundo ela, Dameão perguntou há quanto tempo sua conta existia e explicou que contas mais antigas facilitariam a aprovação da operação financeira.

Logo depois, passou a solicitar informações detalhadas sobre o banco utilizado, número da conta e outros dados financeiros.

Em determinado momento, também pediu acesso ao celular de outra pessoa, afirmando que precisava verificar algumas informações relacionadas ao processo de financiamento.

Para especialistas em segurança digital, pedidos desse tipo representam um importante sinal de alerta, principalmente quando feitos antes mesmo da existência de qualquer contrato formal.

Promessas incompatíveis com o mercado americano

Segundo o relato, o homem afirmou trabalhar com uma operação baseada no valor do imóvel e na movimentação financeira existente na conta bancária do comprador.

Ele garantiu que seria possível adquirir uma residência oferecendo uma entrada de aproximadamente US$ 4 mil, com parcelas fixas entre US$ 1.200 e US$ 2.000, sem incidência de juros.

Ainda segundo a vítima, Dameão informou que apenas em caso de atraso haveria cobrança adicional, correspondente a 5% ao dia sobre o valor da prestação.

As condições chamaram atenção por destoarem completamente das práticas normalmente adotadas pelas instituições financeiras dos Estados Unidos.

Pedido de documentos pessoais

Durante a negociação, o suspeito passou a solicitar uma série de documentos considerados altamente sensíveis.

Entre os dados pedidos estavam:

  • fotografia do passaporte;
  • carteira de motorista americana;
  • nome da instituição financeira;
  • número da conta bancária;
  • fotografias do aparelho celular utilizado pela vítima.

Segundo a denunciante, mesmo informando que não possuía toda a documentação naquele momento, o homem continuou insistindo para que tudo fosse enviado imediatamente.

As ligações passaram a ocorrer diversas vezes ao longo do dia e até durante a madrugada.

O comportamento era muito estranho. Nenhum profissional liga tantas vezes em horários diferentes pressionando para receber documentos pessoais”, contou.

Suposto vínculo com banco levanta novas dúvidas

Ao ser questionado sobre sua função, Dameão afirmou trabalhar em um banco e explicou que, após uma simulação e aprovação, o cliente deveria comparecer pessoalmente para assinar o contrato juntamente com um corretor.

Outro detalhe chamou atenção durante a conversa.

Segundo a vítima, o suspeito mencionou um suposto formulário chamado “E-9”, afirmando que esse documento permitiria aumentar o valor liberado no financiamento e reduzir impostos.

A afirmação também despertou desconfiança, já que esse procedimento não corresponde às exigências normalmente aplicadas nos financiamentos imobiliários americanos.

Pressão psicológica

Mesmo afirmando que ainda não pretendia comprar um imóvel naquele momento, a vítima diz que passou a receber insistentes contatos telefônicos.

Segundo ela, o suspeito pressionava constantemente para que os documentos fossem enviados “o quanto antes”, alegando que isso aceleraria a aprovação do processo.

Desconfiada, ela resolveu prolongar a conversa apenas para reunir mais informações sobre a forma de atuação utilizada.

Descoberta do possível golpe

A confirmação de que algo estava errado veio após a vítima conversar com o marido, cidadão americano, e com uma amiga que já havia adquirido um imóvel nos Estados Unidos.

Ambos explicaram que o processo de compra de casas no país segue regras bastante diferentes das apresentadas pelo suposto corretor, incluindo análise de crédito rigorosa, comprovação de renda e entrada significativamente superior à prometida durante a conversa.

Foi somente após essa orientação que a denunciante decidiu interromper qualquer possibilidade de negociação.

Tentativa de ampliar o alcance da fraude

Segundo o relato, antes de encerrar os contatos, Rômulo fez um novo pedido.

Ele solicitou que seu telefone fosse divulgado em grupos de brasileiros residentes nos Estados Unidos e também em grupos de trabalho.

Além disso, prometeu pagar comissão para quem indicasse novos interessados na compra de imóveis.

Para especialistas, esse tipo de estratégia busca ampliar rapidamente a rede de possíveis vítimas por meio da confiança existente entre membros da própria comunidade brasileira.

Histórico de denúncias

O novo caso apresenta características semelhantes às denúncias publicadas anteriormente envolvendo o mesmo nome, quando vítimas relataram promessas de empréstimos facilitados e negociações financeiras que terminaram em prejuízos.

Embora cada denúncia possua suas particularidades, os relatos apresentam elementos recorrentes, como a promessa de condições extremamente vantajosas, pressão para envio imediato de documentos e pedidos de informações bancárias antes da formalização de qualquer contrato.

Denúncias anteriores apontam padrão semelhante de atuação

Esta não é a primeira vez que o nome de Dameão aparece relacionado a denúncias envolvendo brasileiros nos Estados Unidos.

Em novembro de 2023, uma reportagem publicada pelo Jornal GNewsUSA reuniu relatos de vítimas que afirmavam ter sido abordadas por pessoas que se apresentavam como funcionários do Santander Bank. Segundo a publicação, os suspeitos utilizavam uma estrutura organizada para conquistar a confiança das vítimas, afirmando atuar em nome da instituição financeira e utilizando linguagem técnica para dar aparência de legitimidade às negociações.

Ainda conforme a reportagem, as abordagens incluíam pedidos de documentos pessoais, fotografias, informações bancárias e outros dados considerados sigilosos. As vítimas relataram que os contatos eram frequentes, marcados por insistência, senso de urgência e pressão psicológica para que todas as exigências fossem atendidas rapidamente.

A investigação publicada pelo Jornal GNEWSUSA também apontou que o suspeito não atuaria sozinho. As denúncias mencionam a possível participação de outras pessoas no esquema, responsáveis por diferentes etapas da abordagem às vítimas, o que, segundo os relatos, demonstraria uma atuação coordenada.

A nova denúncia recebida pelo repórter investigativo Thathyanno Desa apresenta características que chamaram a atenção justamente pela semelhança com os episódios anteriormente divulgados. Entre os pontos em comum estão a promessa de soluções financeiras consideradas extremamente vantajosas, a solicitação de documentos pessoais antes da formalização de qualquer contrato, a insistência para obtenção de dados bancários e a tentativa de criar uma relação de confiança por meio de ligações telefônicas, áudios e mensagens constantes.

Embora cada caso possua suas particularidades, a repetição desses elementos reforça a importância de que as denúncias sejam apuradas pelas autoridades competentes, especialmente diante da possibilidade de que outras pessoas tenham sido abordadas utilizando o mesmo método.

Orientação

Especialistas recomendam que consumidores jamais enviem passaporte, carteira de motorista, documentos migratórios, fotografias pessoais ou dados bancários para desconhecidos sem verificar a identidade do profissional e da empresa envolvida.

Também orientam que todas as ligações, mensagens, áudios, fotografias, números de telefone, conversas por aplicativos e demais registros sejam preservados, pois podem servir como provas em eventual investigação conduzida pelas autoridades competentes.

 

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