Em declaração conjunta, Giorgia Meloni e Mette Frederiksen defendem reforço das políticas migratórias e criação de centros de repatriação fora do território europeu
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
As primeiras-ministras da Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, uniram forças nesta segunda-feira (10) para cobrar uma resposta mais firme da União Europeia diante do avanço da imigração irregular no continente.
Em uma declaração conjunta, as líderes afirmaram que os países europeus precisam adotar medidas mais efetivas para controlar os fluxos migratórios e lidar com pessoas que não possuem autorização para permanecer em seus territórios.
Entre as propostas apresentadas está a criação de centros de repatriação em países localizados fora da União Europeia. A ideia segue um modelo semelhante ao acordo firmado pela Itália com a Albânia para o processamento de migrantes.
A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Itália e Espanha após uma grave crise migratória em Ceuta, território espanhol localizado no norte da África. Segundo as autoridades espanholas, mais de 70 mil pessoas foram repatriadas para o Marrocos após a entrada em massa registrada no fim de julho.
Meloni e Frederiksen também defenderam que a política migratória esteja associada à segurança das comunidades europeias e à preservação dos valores culturais do continente. As duas primeiras-ministras afirmaram ainda que os imigrantes que chegam à Europa devem respeitar as leis e os valores dos países onde passam a viver.
A crise também provocou medidas de controle nas fronteiras. A Itália decidiu manter temporariamente restrições em portos e aeroportos, enquanto a Espanha adotou controles para viajantes provenientes do território italiano.
O posicionamento conjunto de Roma e Copenhague aumenta a pressão sobre a União Europeia para que o bloco encontre uma estratégia comum para controlar a imigração irregular, fortalecer as fronteiras e definir procedimentos para a repatriação de pessoas sem direito de permanência.
A pressão de Itália e Dinamarca coloca novamente a imigração no centro do debate político europeu. Agora, a expectativa é que a União Europeia avance em medidas conjuntas capazes de reforçar o controle das fronteiras, acelerar os processos de repatriação e, ao mesmo tempo, estabelecer uma política migratória comum entre os países do bloco.
LEIA TAMBÉM:
EUA revogam mais de 175 mil vistos por violações e crimes
Trump exige indenização do Irã por mortos e feridos em ataques
Lulinha é citado em investigação que apura relações com operador do caso do INSS

Faça um comentário