Departamento de Estado afirma que as medidas envolvem violações das regras migratórias, crimes, fraudes, ameaças à segurança e outras condutas consideradas incompatíveis com a permanência no país
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que mais de 175 mil vistos de estrangeiros foram revogados durante a gestão de Donald Trump. Segundo o governo americano, as medidas atingiram pessoas que violaram as condições de seus documentos, cometeram crimes, praticaram fraude, incentivaram violência contra cidadãos americanos ou apresentaram riscos à segurança nacional.
Parte significativa das revogações ocorreu por envolvimento em condutas consideradas incompatíveis com a permanência legal no país, como direção imprudente, agressão sexual, abuso infantil, fraude e desvio de dinheiro. Também foram citados casos envolvendo acusações de estupro, sequestro e tráfico de pessoas. As decisões fazem parte da análise contínua de quem tem autorização para entrar ou permanecer nos Estados Unidos.
Manifestações sobre Charlie Kirk
Entre os exemplos apresentados, estão estrangeiros que celebraram a morte do ativista conservador Charlie Kirk, assassinado em 2025. Um deles afirmou: “quando fascistas morrem, os democratas não reclamam”. Outro declarou que Kirk “morreu tarde demais”. Tais manifestações resultaram no cancelamento dos vistos.
Segurança nacional e política externa
O secretário de Estado Marco Rubio explicou que parte dos casos se enquadra em regras de política externa: “vários estrangeiros são deportáveis por motivos de política externa”.
Foram mencionados ainda cidadãos considerados ameaças ou ligados a atividades de influência estrangeira: um cubano apontado como integrante de uma “operação de influência” associada ao “regime comunista cubano”, e um cidadão do Kuwait que defendeu violência contra o presidente americano e chamou os estadunidenses de “inimigos”.
A revogação impede o uso do documento para entrada no país e ocorre sempre que se identificam circunstâncias previstas em lei que justificam o cancelamento da autorização. O número divulgado reúne diferentes categorias analisadas, em meio ao reforço da fiscalização migratória adotada pelo governo Trump.
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