Vice-presidente afirma que houve progresso nas negociações, porém condiciona acordo a recuo no programa nuclear
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
As recentes negociações entre Estados Unidos e Irã registraram avanços, mas ainda estão longe de um desfecho definitivo. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que houve progresso nas conversas realizadas em Islamabad, no Paquistão, destacando que agora a continuidade do diálogo depende de uma decisão do governo iraniano.
Os encontros diplomáticos ocorreram entre os dias 10 e 11 de abril de 2026 e somaram cerca de 21 horas de discussões intensas. Segundo Vance, as reuniões foram marcadas por “discussões substanciais”, indicando que temas sensíveis foram abordados com profundidade, embora sem consenso final.
Apesar do avanço no diálogo, o governo dos Estados Unidos deixou claro que ainda não há acordo firmado. De acordo com o vice-presidente, Washington apresentou uma proposta considerada final e aguarda uma resposta oficial de Teerã. A expectativa é que a posição iraniana defina os próximos passos das negociações.
Um dos pontos centrais da tensão envolve o programa nuclear iraniano, que segue como principal obstáculo para um entendimento entre os países. Autoridades americanas avaliam que o Irã não demonstrou disposição suficiente para abandonar ou limitar suas atividades nucleares, o que mantém o impasse.
Outro fator estratégico citado por Vance é o controle do estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo. Segundo ele, a postura dos Estados Unidos poderá ser revista caso não haja avanços concretos nesse ponto, considerado crucial para a estabilidade econômica internacional.
Do lado iraniano, houve sinalização de uma possível concessão: a suspensão do enriquecimento de urânio por até cinco anos. No entanto, a proposta foi rejeitada pelos norte-americanos. Informações indicam que o presidente Donald Trump teria defendido um prazo muito mais longo, de até 20 anos, ampliando ainda mais a distância entre as posições.
O cenário atual revela um momento delicado nas relações entre os dois países. Embora haja abertura para diálogo, as exigências divergentes e a desconfiança mútua continuam sendo barreiras significativas para um acordo duradouro. A decisão de Teerã, aguardada por Washington, será determinante para definir se as negociações avançam ou caminham para um novo período de tensão internacional.
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