Clube afirma que arbitragem descumpriu protocolo oficial ao impedir retorno do camisa 10 durante derrota para o Coritiba pelo Brasileirão
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O departamento jurídico do Santos FC entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitando a anulação da derrota por 3 a 0 para o Coritiba, no último domingo (17), na Neo Química Arena, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube contesta a substituição de Neymar no segundo tempo da partida e sustenta que houve “erro de direito” por parte da arbitragem.
O episódio ocorreu aos 19 minutos da etapa final. Neymar recebia atendimento médico fora do gramado quando o quarto árbitro sinalizou sua saída para a entrada de Robinho Júnior. Segundo o Santos, a substituição programada pela comissão técnica era a saída de Escobar, e não do camisa 10.
Ao perceber a troca, Neymar tentou retornar ao campo, mas foi impedido pela arbitragem e advertido com cartão amarelo. Irritado, o atacante mostrou ao quarto árbitro a papeleta entregue pela comissão técnica, que, de acordo com o clube, indicava a substituição do lateral argentino.
Em nota oficial, o Santos afirmou que a arbitragem contrariou a orientação da comissão técnica e descumpriu o protocolo oficial de substituições previsto pela FIFA.
O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores.
“O que está em discussão não é performance técnica ou resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA”, informou o clube.
Na súmula da partida, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli relatou que o auxiliar técnico César Sampaio confirmou verbalmente a saída de Neymar enquanto preenchia a papeleta de substituição ao lado do delegado da partida, Guilherme Zangari.
Após o jogo, César Sampaio assumiu a responsabilidade pela confusão e afirmou que houve precipitação na execução da substituição.
“Eu pedi a substituição do Juninho pelo Escobar, o 7 pelo 31. Nesse momento o Neymar saiu reclamando de dores na panturrilha. Pedi ao quarto árbitro para aguardar, mas ele entendeu que o Neymar não poderia voltar mais”, explicou.
Segundo o auxiliar, o quarto árbitro já estava com o documento da substituição em mãos e acabou efetivando a troca antes da confirmação final da comissão técnica.
O caso agora será analisado pelo STJD, que decidirá se houve irregularidade suficiente para justificar a anulação da partida.
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