Mensagens apontam cobranças por repasses financeiros e ameaças contra Henrique Vorcaro
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Novas mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero apontam que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, teria feito ameaças contra Henrique Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo os investigadores, a mulher afirmou possuir documentos e informações que poderiam comprometer integrantes da família Vorcaro.
O conteúdo integra uma das linhas de investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro, intimidação e obtenção irregular de informações por parte do grupo investigado.
De acordo com documentos da PF, uma das conversas analisadas ocorreu entre Joana Mourão e Manoel Mendes Rodrigues, apontado pelos investigadores como operador do jogo do bicho e alvo da mais recente fase da operação. As mensagens foram enviadas em 26 de abril.
Nos diálogos, Joana demonstrou insatisfação com a ausência de repasses financeiros que, segundo ela, deveriam ser feitos por Henrique Vorcaro. Em uma das mensagens, escreveu: “HV não se manifesta com nada $”.
Na sequência, o tom da conversa tornou-se mais contundente. Conforme registrado pela Polícia Federal, Joana afirmou estar “muito perto do abismo” e sugeriu que poderia causar problemas ao empresário caso sua situação não fosse resolvida.
Em outra mensagem, ela declarou possuir material que, segundo suas próprias palavras, seria capaz de atingir membros da família Vorcaro. Para os investigadores, as declarações levantam suspeitas sobre possíveis tentativas de pressão e intimidação envolvendo pessoas ligadas ao caso.
PF vê possível intermediação de operador investigado
Segundo a Polícia Federal, os diálogos também indicam que Manoel Mendes Rodrigues teria atuado como intermediador da situação, buscando viabilizar ajuda financeira à família de Luiz Phillipi Mourão.
A avaliação dos investigadores é que as conversas demonstram uma relação próxima entre os envolvidos e reforçam a necessidade de aprofundamento das apurações em curso.
Quem era o “Sicário”
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, foi apontado pela Polícia Federal como um dos operadores ligados às atividades investigadas na Operação Compliance Zero.
De acordo com depoimentos reunidos pela PF, ele teria participado de ações relacionadas ao monitoramento de pessoas, obtenção de informações e outras atividades que estão sendo analisadas pelas autoridades.
Os investigadores também afirmam que Sicário orientou sua mãe e sua irmã a procurarem Henrique Vorcaro após uma das fases da operação que resultou em prisões. Para a PF, o episódio reforça os vínculos entre os personagens citados no inquérito.
Morte segue sob investigação
Sicário morreu em março deste ano após ser encontrado desacordado em uma cela da Polícia Federal. O caso passou a ser investigado em procedimento próprio, conduzido sob sigilo.
Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões definitivas sobre as circunstâncias da morte nem sobre o conteúdo das mensagens atribuídas a Joana Mourão.
A Polícia Federal informou que o material continua sob análise e integra o conjunto de provas reunidas durante a Operação Compliance Zero. As investigações seguem em andamento e os fatos apurados ainda poderão ser submetidos à avaliação do Poder Judiciário.
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