Megaoperação reuniu forças de segurança de 97 países e desarticulou esquemas de golpes financeiros, fraudes digitais e organizações criminosas especializadas em enganar vítimas em todo o mundo
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Uma operação internacional coordenada pela Interpol resultou na prisão de cerca de 5.800 pessoas e na apreensão de aproximadamente US$ 300 milhões em bens e recursos ligados a fraudes financeiras. A ação, considerada uma das maiores já realizadas contra esse tipo de crime, mobilizou forças policiais de 97 países entre os meses de janeiro e abril deste ano.
Batizada de First Light 2026, a operação teve como alvo organizações criminosas envolvidas em golpes de engenharia social, que manipulam vítimas para obter dinheiro, dados pessoais e informações bancárias. Entre os crimes investigados estavam fraudes em investimentos, falsificação de identidade, golpes amorosos, extorsão sexual virtual (sextorsão), invasão de contas corporativas e esquemas de phishing.
Ao longo da ofensiva, as autoridades também congelaram contas bancárias, bloquearam ativos financeiros e interromperam milhares de transações suspeitas. Segundo a Interpol, a operação permitiu identificar redes criminosas que atuavam de forma transnacional, utilizando tecnologia para aplicar golpes simultaneamente em diferentes países.
Um dos casos que chamou atenção ocorreu no Brasil, onde criminosos estrangeiros chegaram a montar uma falsa delegacia da Polícia Federal para convencer vítimas de que participavam de investigações oficiais, facilitando a aplicação dos golpes.
A Interpol destacou que a cooperação entre as polícias nacionais foi decisiva para o sucesso da operação e afirmou que novas fases da investigação devem ser realizadas nos próximos meses para localizar outros integrantes das organizações criminosas e recuperar mais recursos obtidos de forma ilegal.
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