Declaração ocorre em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã, após relatos sobre um suposto plano iraniano para assassinar o presidente americano.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O governo dos Estados Unidos voltou a endurecer sua postura contra o Irã nesta sexta-feira (10). Além de anunciar um novo pacote de sanções econômicas contra pessoas e empresas ligadas ao regime iraniano, o presidente Donald Trump afirmou que já deixou determinada a resposta americana caso seja vítima de um atentado.
Segundo Trump, a orientação é que as Forças Armadas realizem um ataque de grandes proporções contra o Irã se ele for assassinado.
“Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando“, declarou.
Em seguida, acrescentou:
“A questão é que deixei instruções: se algo acontecer, é para bombardeá-los, literalmente, em níveis que eles nunca viram antes”.
O presidente também afirmou acreditar que ocupa o primeiro lugar entre os alvos do governo iraniano.
“Sou o número um na lista deles. É assim que a vida é”, disse.
As declarações foram feitas em meio à divulgação de informações de que autoridades americanas receberam um relatório da inteligência israelense apontando um suposto plano iraniano para assassinar Trump. O presidente, porém, negou ter recebido esse documento.
No campo econômico, Washington anunciou novas sanções contra o banqueiro iraniano Ali Ansari, outras 13 pessoas e entidades, além de casas de câmbio e empresas acusadas de facilitar operações financeiras em benefício de instituições iranianas já sancionadas.
De acordo com o Departamento do Tesouro, as medidas buscam enfraquecer a capacidade financeira do regime iraniano e atingir redes suspeitas de movimentar recursos para a Guarda Revolucionária Islâmica e integrantes da liderança do país.
As sanções incluem bloqueio de bens sob jurisdição americana, restrições a transações com cidadãos e empresas dos Estados Unidos e possibilidade de punições a estrangeiros que mantenham relações comerciais com os alvos.
As novas medidas foram anunciadas após uma nova escalada de tensão na região, marcada por ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, respostas militares dos Estados Unidos e declarações do governo iraniano de que o país está preparado para uma “defesa total” caso novos acordos sejam descumpridos.
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