Ao fazer a confissão, o homem disse que revendia as armas até para quem não tinha idade legal para comprá-las
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Após uma investigação auxiliada pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), um imigrante ilegal confessou ter adquirido mais de 90 armas de fogo com objetivo de revendê-las a qualquer pessoa que pudesse comprá-las nos Estados Unidos, incluindo quem não tem tinha idade legal para possuir armas.
Segundo a Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito de Oregon, Samuel Rodrigo Melo Santos, natural do México, se declarou culpado em 6 de agosto das acusações de posse ilegal de arma de fogo e de declarações falsas na aquisição de arma de fogo.
As investigações apontam que o mexicano comprou 91 armas entre maio de 2024 e julho de 2025 por US$ 56.448, além de 40 mil cartuchos de munição. Posteriormente uma das armas foi apreendida no México. Santos foi preso pelo Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) em 16 de dezembro de 2025 e transferido para a custódia do Serviço de Delegados dos EUA (USMS).
Ele agora enfrenta uma pena máxima de 15 anos de prisão, multa de US$ 250 mil e 3 anos de liberdade condicional supervisionada. A Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito de Oregon informou que a sentença será proferida em 9 de outubro de 2026, perante o juiz distrital Michael McShane.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) disse que a prisão de Santos é fruto dos esforços de agentes do ICE, em cooperação com outras agências federais. “Graças ao trabalho árduo dos homens e mulheres da ICE HSI, bem como de nossos parceiros federais do Departamento de Justiça (DOJ), da ATF e da DEA, este criminoso está fora das ruas e não poderá mais continuar com seu comércio mortal. Assim que sua pena for cumprida, a ICE o deportará do país”, destacou.
A investigação que resultou na prisão do mexicano foi conduzida pelo ATF com a assistência do HSI/ICE e da Agência de Combate às Drogas dos EUA (DEA). A Procuradora Federal Adjunta Judith Harper está atuando na acusação.
Santos entrou ilegalmente nos Estados Unidos em maio de 2024 pela fronteira do Arizona. Ele chegou a ser preso pela Patrulha da Fronteira e deportado para o México, mas reentrou ilegalmente nos EUA posteriormente.
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