Sócio de empresa catarinense é investigado por esquema de desvios; Justiça bloqueia bens, contas e passaportes do casal
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas já registrada pela corporação, ao recuperar cerca de R$ 368 mil em ativos digitais durante uma operação realizada em Florianópolis. A ação faz parte de uma investigação que apura o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense por um de seus sócios.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início há cerca de três meses, após a identificação de indícios de que o investigado teria realizado desvios sistemáticos de recursos da empresa ao longo de vários anos. Conforme as apurações, os valores eram inicialmente transferidos para uma empresa registrada em nome da esposa do suspeito e, posteriormente, encaminhados para contas vinculadas ao próprio investigado, em uma suposta tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
A investigação apura o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense. Durante a operação, a Polícia Civil recuperou cerca de R$ 368 mil em criptomoedas, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas dos investigados.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos, com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram aproximadamente 72 mil dólares em criptomoedas vinculadas ao casal investigado. Pela cotação atual, os ativos digitais correspondem a cerca de R$ 368 mil.
Apoio tecnológico
De acordo com a Polícia Civil, o rastreamento das criptomoedas foi realizado com o auxílio da empresa especializada Chainalysis, por meio das plataformas Reactor e Wallet Scan. As ferramentas são utilizadas internacionalmente para rastrear transações envolvendo ativos digitais e identificar a movimentação de recursos em investigações sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Segundo os investigadores, o uso dessas tecnologias foi fundamental para localizar os ativos digitais e viabilizar a maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas já realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Justiça determina bloqueio de bens
Além da apreensão dos criptoativos, a Justiça autorizou uma série de medidas cautelares para garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados à empresa investigada.
Entre as determinações estão o bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa supostamente utilizada no esquema, até o limite de R$ 9 milhões. Também foram decretadas a apreensão de imóveis, joias, relógios de luxo e artigos de grife pertencentes aos envolvidos.
Os passaportes do casal foram retidos como medida cautelar, enquanto o sócio investigado foi afastado temporariamente da administração da empresa durante o andamento das investigações.
Crimes investigados
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a extensão do suposto esquema e rastrear outros ativos que possam ter sido adquiridos com recursos desviados.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para preservar o andamento das investigações.
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