PP rejeita aliança e barra Teresa Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Decisão da legenda provoca mudanças nas articulações e amplia a busca por um novo nome para compor a chapa

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O Progressistas (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República, decisão que inviabiliza a participação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A definição foi tomada após consulta aos diretórios estaduais da legenda. Em nota oficial, o partido informou que, por decisão da maioria, optou por permanecer neutro no processo eleitoral e não convocará convenção nacional para apoiar uma candidatura presidencial.

Segundo o comunicado, a decisão já foi comunicada e acatada por Tereza Cristina, líder da bancada do PP no Senado.

A posição representa um revés para a estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro, que horas antes havia afirmado que a senadora aceitara o convite para integrar sua chapa, dependendo apenas da aprovação do partido.

Tereza Cristina era prioridade para a chapa

Nos últimos meses, Flávio Bolsonaro vinha demonstrando interesse em contar com a ex-ministra da Agricultura como vice. Em abril, chegou a afirmar que ela era “o sonho de consumo de todo mundo” para compor a chapa presidencial.

Inicialmente, Tereza Cristina resistia ao convite, pois pretendia disputar a presidência do Senado. Nos últimos dias, porém, as negociações avançaram e ela teria concordado em integrar a chapa.

Mesmo com o avanço das conversas, o PP decidiu barrar a aliança.

Atritos políticos pesaram na decisão

Nos bastidores, dirigentes do Progressistas avaliavam positivamente uma composição com o PL. Entretanto, divergências nas articulações estaduais e outros impasses políticos acabaram enfraquecendo o acordo, levando a legenda a optar pela neutralidade.

PL terá de buscar um novo nome para vice

Com a decisão do PP, o PL precisará definir um novo nome para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

Entre os nomes cogitados está a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Apesar de ser considerada um nome técnico, ela enfrenta resistências internas e ainda depende das negociações entre os partidos.

Cenário segue aberto

A decisão do PP mantém indefinida a composição da chapa de Flávio Bolsonaro, e o PL deve intensificar as articulações nos próximos dias para escolher um novo candidato a vice antes do prazo oficial de registro das candidaturas.

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