Calor excepcional elevou as temperaturas dos mares a níveis inéditos para o mês, enquanto o oeste europeu enfrenta rios em níveis críticos e avanço de incêndios
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Os oceanos registraram em julho de 2026 a maior temperatura da superfície já observada para o mês, segundo dados do Serviço de Monitoramento das Alterações Climáticas do Copernicus, da União Europeia. O cenário ocorre ao mesmo tempo em que a Europa Ocidental enfrenta uma das temporadas de calor e seca mais severas já registradas.
Na Europa Ocidental, a combinação de temperaturas elevadas e períodos prolongados sem chuva provocou impactos significativos. Junho e julho formaram o período mais quente já registrado na região, com temperatura média de 21,62 °C — 2,79 °C acima da média de referência e acima do recorde anterior, registrado em 2022.
A estiagem também reduziu o nível de rios em diferentes países, aumentando a pressão sobre o abastecimento de água e dificultando o funcionamento de algumas estruturas que dependem dos cursos d’água para resfriamento. Em áreas de Portugal, Espanha e França, a combinação de calor e falta de chuva contribuiu ainda para a propagação de grandes incêndios florestais.
Em escala global, julho empatou com julho de 2024 como o segundo mês de julho mais quente já registrado, ficando atrás apenas de julho de 2023. Os dados reforçam a persistência de temperaturas excepcionalmente altas tanto sobre os continentes quanto nos oceanos.
O cenário preocupa especialistas porque o calor acumulado nos oceanos e a persistência da seca podem prolongar os impactos sobre os ecossistemas, a agricultura, os recursos hídricos e as populações expostas a eventos extremos.
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