Levantamento aponta aumento dos óbitos desde 2020 e acende alerta para a necessidade de reforçar a fiscalização, a conscientização e as políticas de segurança viária
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O número de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas voltou a crescer no Brasil após a pandemia, interrompendo uma tendência de queda observada nos anos anteriores. Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) mostram que, em 2024, o país registrou 13.075 óbitos associados à combinação entre álcool e direção, o equivalente a uma taxa de 6,2 mortes por 100 mil habitantes — a maior desde 2016.
Embora a comparação entre 2010 e 2024 ainda apresente redução de 19,5% nas mortes relacionadas ao álcool, especialistas destacam que o avanço perdeu força a partir de 2020. Entre os fatores apontados para a retomada do crescimento estão o aumento da circulação de motocicletas, a maior complexidade do trânsito urbano e a necessidade de ampliar ações permanentes de prevenção e fiscalização.
O estudo também revela que os homens representam a maioria das vítimas fatais, respondendo por 86,7% das mortes. Além disso, 18 estados registraram índices superiores à média nacional, reforçando o desafio de reduzir os impactos da combinação entre álcool e direção em diferentes regiões do país.
Especialistas defendem que a manutenção da eficácia da Lei Seca depende da intensificação das blitze, de campanhas educativas contínuas e de investimentos em políticas públicas voltadas à segurança viária. A avaliação é de que somente a combinação dessas medidas poderá reverter a tendência de alta observada nos últimos anos e preservar vidas nas estradas e centros urbanos.
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